Liturgia dominical - 33º Domingo do tempo comum( 16.11.08)
Leituras
Pr 31,10-13.19-20.30-31 = Com habilidade trabalham as suas mãos
Sl 127 = Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos
1Ts 5,1-6 = Que esse dia não vos surpreenda como um ladrão
Mt 25,14-30 = Fostes fiel no pouco, vem participar da minha alegria
Cor Litúrgica, verde
Cor Litúrgica, verde
Somos administradores de dons divinos, dons que um dia serão restituídos ao Senhor, quando formos chamados à sua presença. Naquele dia, seremos chamados a apresentar o que produzimos no decorrer de nossa existência. Mas, o ponto central, não está naquele dia, que nem mesmo sabemos como será. O ponto central concentra-se no “como” esperar a vinda do Senhor. Que atitudes os cristãos devem assumir enquanto aguardam o dia do encontro com Deus? A resposta mais óbvia encontra-se na parábola dos talentos. Seremos chamados a devolver, com lucro, a vida que recebemos de Deus.
Na sociedade atual, que vive no compasso econômico, a parábola dos talentos será facilmente compreendida pela assembléia celebrante desse Domingo. Tornar a vida rentável é aplicá-la nas atividades do Reino, fazendo-se discípulo do Evangelho e vivendo na sobriedade, como ensina Paulo, na 2ª leitura da celebração. A vida é dada por Deus, mas o modo de viver e render mais vida é tarefa nossa.
Cada pessoa é responsável pelo modo como e onde investe sua vida, e as conseqüências serão ou não lucrativas de acordo com que cada um manuseia seus talentos, ou seja, é como que a criatividade necessário de investidores para com seus bens, só que o bem que a parábola fala é o maior de todos., “ a vida”, e vale a pena procurar o melhor investimento para valoriza-la, multiplica-la.
Nesse processo de investir na vida, tornam-se determinantes: o empenho de cada um, que na Palavra dessa celebração, é proposto como atividade lucrativa (1ª leitura e Evangelho), a confiança no Senhor, tornando-se seguidor de seus caminhos, o crescimento no discipulado do Evangelho (salmo responsorial e 2ª leitura) e a importância de assumir a “responsabilidade criativa” que, na prática, é não ser tolo de esconder a vida, enterrando-a em algum buraco existencial; quem esconde a vida vive buscando desculpas e justificativas, como fez o terceiro servo (Evangelho), querendo eximir-se da responsabilidade de render mais vida.
O objetivo da parábola de Jesus é claro e, no clima do Ano Litúrgico que a Igreja vive nessa época, a 2ª leitura oferece duas indicações importantes. A primeira é o alerta que um dia o Senhor dos talentos (o Senhor da vida) irá voltar e pedirá conta do que fizemos com a vida talentosa que dele recebemos, de onde a importância de viver de modo sóbrio e vigilante, na luz divina. A segunda, é viver como discípulo de Jesus, e no caso, sem fugas apocalípticas que fantasiam o fim de mundo. A ignorância dos tempos e do dia que o Senhor irá voltar é ameaçador somente para quem vive apoiado em falsas seguranças e na incredulidade (2ª leitura).
Fonte www.liturgia.pro.br