“Tu tens palavras de vida eterna!”. Celebramos hoje a vocação do leigo, lembrando-nos que todos são chamados a seguir Jesus e anunciar seu Reino. Josué e as autoridades de Israel reconhecem a ação libertadora de Deus e se comprometem em servi-lo. Paulo compara a relação entre Jesus e a Igreja com a união do matrimonio. No evangelho, as palavras de Jesus provocam resistência e desistência até entre os discípulos. Muitos têm medo do compromisso e outros o reconhecem como o Messias, dando-lhe adesão e aceitando suas exigências. Como Igreja viva, celebramos o Mistério Pascoal de Jesus, a Eucaristia.
COMENTÁRIOS Todos nós temos de responder a essa pergunta, uma vez ou outra na vida: a quem iremos? Que caminho seguimos? O da fé, o do mundo, ou um meio termo entre os dois? Nós estamos mesmo decididos a continuar com Jesus, ou queremos seguir outro caminho? Ou, pior ainda, optamos pelo meio termo, ficando com os pés em duas canoas? Teoricamente, todos respondemos que queremos ficar com Jesus integralmente. Mas a teoria aqui não vale. O que vale é a resposta que damos com o nosso procedimento diário: participando da santa Missa, perdoando um inimigo, ajudando um necessitado, perseverando na vocação, ou no juramento um dia dado diante de Deus e da Igreja... A tentação nos cerca e quer nos enganar de tal modo que, às vezes, não vemos outra saída, a não ser segui-la. Mas é pura ilusão, pois a tentação não cumpre o que promete a nós, que é a felicidade. O certo é que a pergunta de Jesus – “Você também não quer ir embora?” – é dirigida a nós frequentemente, pois ele não gosta de mediocridades, como disse Deus na Sagrada Escritura: “Conheço a tua conduta. Não és frio, nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca” (Ap 3,15-16). Quando confrontamos as Bem-aventuranças com os nossos critérios e procedimentos pessoais, dificilmente escapamos da resposta sincera a Deus: sou morno, sou meio termo! Um dia, um homem estava junto com a sua esposa, e alguém lhe perguntou: “Você é católico praticante?” Ele respondeu: “Mais ou menos”. Então a pessoa lhe fez outra pergunta, assim na lata: “Você é fiel à sua esposa?” Agora ele deixou de lado o “mais ou menos” e disse: “Sim, claro! Sou fiel a ela!” Entretanto, sabemos que o matrimônio é uma pálida imagem do nosso compromisso com Deus, que deve ser muito mais sério! O amor, quando é pleno, confia na pessoa amada, mesmo que não entenda direito o que ela diz, por que lê no seu coração. Maria Santíssima amava a Jesus com esse amor pleno e indiviso. Por isso, ela não estranhava nenhuma das afirmações do Filho. Que sigamos a Jesus do jeito que sua mãe seguiu. A quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna.
Enviado por: Carlos Roberto
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