Liturgia Dominical - 06/09/09
23º Domingo do Tempo Comum/Ano B
Leituras
Primeira: Is 35,4-7a = Os ouvidos dos surdos se abrirão e a boca do mudo gritará
Salmo: 145 = Bendize, ó minha alma ao Senhor
Segunda:Tg 2,1-5 = Não escolheu Deus os pobres como herdeiros do Reino?
Evangelho: Mc 7,31-37 = Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar
Cor litúrgica: verde
Evangelho (Mc 7,31-37)
Naquele tempo,
31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole.
32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele.
34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!”
35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade.
36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam.
37Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.
“Jesus afastou-se com o homem para fora da multidão”. É interessante que a primeira coisa que Jesus fez com o homem foi afastá-lo para longe da multidão. O primeiro objetivo foi ter um contato mais pessoal com ele. Nós não podemos ficar só “na multidão”, mesmo que essa multidão seja de cristãos. O segundo objetivo de Jesus é para que o homem, depois de curado, pudesse voltar para o meio do povo, ouvindo e falando sem dificuldade, inclusive para ajudar os outros.
Os nossos bispos, reunidos em Aparecida, disseram: “Vivemos uma mudança de época, e seu nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus” (DA 44). Portanto, a nossa missão é grande, como “discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que o povo tenha mais vida nele”.
Diante deste mundo injusto e desigual, Jesus assumiu a única estratégia eficaz de transformação: o amor e a dedicação preferencial aos pobres e aos excluídos. Que ele abra os nossos ouvidos, os nossos olhos e a nossa boca, a fim de que o continuemos na terra.
Jesus “olhando para o céu, suspirou e disse: ‘Efatá’, que quer dizer: Abre-te!” Recordando esta cena, no nosso batismo o padre fez um gesto parecido: colocou a mão nos nossos ouvidos e na nossa boca, e disse: “Efatá!”
Havia, certa vez, dois rapazes – o João e o José – que trabalhavam o dia inteiro, cortando e empilhando eucaliptos para uma fábrica de papel. Era um trabalho pesado, de sol a sol. O João trabalhava sem parar. Apenas interrompia o serviço para comer a sua marmita, o que fazia rapidamente. Apesar disso, no fim do dia o seu monte de eucaliptos era menor do que o do José, que parava de vez em quando, conversava, tomava café e descansava. O João ficava intrigado com aquilo.
Um dia ele perguntou ao colega qual era o seu segredo. O José respondeu: “É muito simples: durante aqueles minutos de pausa, eu aproveito e amolo o meu machado. Você sabe que machado afiado corta muito mais e com menos esforço”.
Também nós cristãos, que temos a grande missão de construir o Reino de Deus, precisamos aprimorar as nossas ferramentas, que são os nossos ouvidos, os nossos olhos e a nossa boca. “Efatá!”
23º Domingo do Tempo Comum/Ano B
Leituras
Primeira: Is 35,4-7a = Os ouvidos dos surdos se abrirão e a boca do mudo gritará
Salmo: 145 = Bendize, ó minha alma ao Senhor
Segunda:Tg 2,1-5 = Não escolheu Deus os pobres como herdeiros do Reino?
Evangelho: Mc 7,31-37 = Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar
Cor litúrgica: verde
Evangelho (Mc 7,31-37)
Naquele tempo,
31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole.
32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele.
34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!”
35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade.
36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam.
37Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.
Comentários: " Aos surdos fez ouvir e aos mudos ...
Aos surdos fez ouvir e aos mudos falar.
Este Evangelho trás para nós a cena de Jesus curando o homem surdo e que falava com dificuldade. E o povo comentava admirado: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos fez ouvir e aos mudos falar”.
Aos surdos fez ouvir e aos mudos falar.
Este Evangelho trás para nós a cena de Jesus curando o homem surdo e que falava com dificuldade. E o povo comentava admirado: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos fez ouvir e aos mudos falar”.
O texto começa dizendo: “Jesus saiu de novo...” Jesus caminhava, ia atrás do povo, não ficava parado. Ele não esperava que as pessoas fossem até ele. O amor nos dá esse dinamismo. Como é importante nós também aproveitarmos a nossa saúde e tempo disponível para nos movimentarmos, indo até as pessoas em necessidade!
Quando Jesus atravessava uma região, trouxeram-lhe “um homem surdo, que falava com dificuldade”. Geralmente os surdos têm deficiência na conversa porque a nossa fala depende da audição. Na área espiritual é a mesma coisa. As pessoas que não ouvem a Palavra de Deus, acabam não ouvindo também os apelos da realidade que as cerca, e conseqüentemente se tornam mudas, não falando a palavra certa na hora certa. Não sentem o impulso de dar a mão aos que precisam. Uma Comunidade que não ouve corretamente a Palavra de Deus, confrontando com a realidade do seu meio, também se torna surda e muda, não ouvindo os apelos que estão ao seu redor, nem fala ou faz o que deve.
“Jesus afastou-se com o homem para fora da multidão”. É interessante que a primeira coisa que Jesus fez com o homem foi afastá-lo para longe da multidão. O primeiro objetivo foi ter um contato mais pessoal com ele. Nós não podemos ficar só “na multidão”, mesmo que essa multidão seja de cristãos. O segundo objetivo de Jesus é para que o homem, depois de curado, pudesse voltar para o meio do povo, ouvindo e falando sem dificuldade, inclusive para ajudar os outros.
Os nossos bispos, reunidos em Aparecida, disseram: “Vivemos uma mudança de época, e seu nível mais profundo é o cultural. Dissolve-se a concepção integral do ser humano, sua relação com o mundo e com Deus” (DA 44). Portanto, a nossa missão é grande, como “discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que o povo tenha mais vida nele”.
A libertação dos pobres é sinal dos tempos messiânicos. Nessa linha se situam os milagres de Cristo. Jesus optou pelos pobres, marginalizados, doentes e pecadores. Esteve sempre no meio deles e os chamou de felizes, ao contrário dos ricos que ele questionava: “Ai de vós...”
Deus prefere os pobres, porque ele é bom e compassivo. Essa preferência se mostrou no próprio envio do seu Filho, como disse Jesus na sinagoga de Nazaré: “O Senhor me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor” (Lc 4,18-19). Como vimos na sinagoga, logo após essas palavras de Jesus, a opção pelos pobres lhe trouxe o ódio dos poderosos, pois perceberam que ele queria alterar a ordem social estabelecida. Esta foi a sorte de todos os profetas e continua sendo a sorte de todos os cristãos e cristãs que se decidem a continuar este gesto de Jesus.
A libertação de Jesus atinge o homem todo: espiritual e material. E os pobres são os preferidos dele, porque são os prediletos de Deus Pai. A parábola do rico e o Lázaro explica a razão dessa preferência. Abraão disse ao rico: “Lembra-te de que durante a vida recebeste teus bens e Lázaro, por sua vez, seus males. Agora ele encontra consolo e tu és atormentado” (Lc 16,25). Muitas pessoas são como aquelas que Jesus citou na parábola do samaritano: passam ao lado do irmão ferido e fecham os olhos para não ver as necessidades dos irmãos.
Quando o povo hebreu era escravo no Egito, Deus apareceu para Moisés e disse: “Eu vi a opressão de meu povo no Egito, ouvi os gritos de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos, e desci para libertá-los” (Ex 3,7-8). Deus tem os olhos e os ouvidos abertos. Assim como chamou Moisés, ele chama os seus filhos e filhas, em todos os tempos e lugares, a fim de libertarem o seu povo. Deus ama o seu povo, e não quer vê-los como ovelhas sem pastor.
Diante deste mundo injusto e desigual, Jesus assumiu a única estratégia eficaz de transformação: o amor e a dedicação preferencial aos pobres e aos excluídos. Que ele abra os nossos ouvidos, os nossos olhos e a nossa boca, a fim de que o continuemos na terra.
Jesus “olhando para o céu, suspirou e disse: ‘Efatá’, que quer dizer: Abre-te!” Recordando esta cena, no nosso batismo o padre fez um gesto parecido: colocou a mão nos nossos ouvidos e na nossa boca, e disse: “Efatá!”
Havia, certa vez, dois rapazes – o João e o José – que trabalhavam o dia inteiro, cortando e empilhando eucaliptos para uma fábrica de papel. Era um trabalho pesado, de sol a sol. O João trabalhava sem parar. Apenas interrompia o serviço para comer a sua marmita, o que fazia rapidamente. Apesar disso, no fim do dia o seu monte de eucaliptos era menor do que o do José, que parava de vez em quando, conversava, tomava café e descansava. O João ficava intrigado com aquilo.
Um dia ele perguntou ao colega qual era o seu segredo. O José respondeu: “É muito simples: durante aqueles minutos de pausa, eu aproveito e amolo o meu machado. Você sabe que machado afiado corta muito mais e com menos esforço”.
Também nós cristãos, que temos a grande missão de construir o Reino de Deus, precisamos aprimorar as nossas ferramentas, que são os nossos ouvidos, os nossos olhos e a nossa boca. “Efatá!”
O exemplo de Maria Santíssima é maravilhoso. Ela não foi surda nem muda, mas ouviu o apelo de Deus e o cumpriu com generosidade. No magnificat, ela mostrou que ouvia também os anseios do povo, e falava com coragem. Que ela nos ajude a nos aproximarmos de seu Filho, a fim de que ele, dizendo “Efatá!”, nos cure da surdez e da conseqüente dificuldade em falar.
Aos surdos fez ouvir e aos mudos falar.
Enviado por: Carlos Roberto
Aos surdos fez ouvir e aos mudos falar.
Enviado por: Carlos Roberto
Fonte:http://oevangelhododia.com.br/calendar/index.php
Medite todos os dias sobre o Evangelho da Santa Missa.
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