LITURGIA DOMINICAL - 19/09/10 " ELOGIO DA ESPERTEZA"

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Elogio da esperteza
“O Senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza”. É a conclusão que Jesus tira ao final da parábola sobre o Reino de Deus.  A esperteza se refere, em primeiro lugar, certamente, à prontidão em acolher a presença de Jesus e à disposição em seguí-lo. Jesus não está elogiando a desonestidade, mas a rapidez de raciocínio do administrador infiel: sua maneira de afrontar uma situação crítica e evitar a ruína total. Assim, convoca os devedores de seu patrão e falsifica os documentos da dívida. Quem devia cem barris de óleo vai pagar apenas 50. O que devia cem medidas de trigo pagará 80. Ao saber disso, o patrão louva a astúcia do administrador.

A riqueza pode criar amigos. Mas a amizade baseada na riqueza termina quando o dinheiro acaba. A amizade perdura quando a riqueza é distribuída aos pobres.

O valor positivo da riqueza está  no seu simbolismo, enquanto instrumento capaz de gerar fraternidade e solidariedade. Quem é justo e misericordioso está optando pela sabedoria do evangelho. E será recebido nas  “moradas eternas”. É o amor que abre todas as portas e nos introduz no convívio com Deus.

A riqueza quando se transforma em ídolo, ela se põe como alternativa ao único e verdadeiro Deus. A última advertência de Jesus – “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” – alerta os discípulos a não colocar como bem supremo de suas vidas o acumular riquezas. O afã de acumular bens pode fazer com que se cometa injustiça. Um coração dividido conduz à ruína. É preciso optar decididamente pelos valores que permanecem.  Optar pelo Reino é a verdadeira esperteza.

Jesus adverte para a fidelidade, mesmo nas pequenas coisas: “Quem é fiel nas pequenas coisas, também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas  também é injusto nas grandes.” (Cf. Lc 16,1-13)

Dom Joviano de Lima Júnior
Arcebispo de Ribeirão Preto

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