Centenas de fiéis lotaram a Igreja
Matriz da Paróquia Cristo Ressuscitado nesta quarta – feira (9), às 19h30, para
a tradicional Missa de Cinzas celebrada pelo Pároco Pe Samuel Matias. A missa de cinzas marca o início da
Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa.
O Padre explicou que a Quaresma deve ser destinada à reflexão e
preparação para a Páscoa, data mais importante para a Igreja. Neste período são
aconselhados aos fiéis a oração, o jejum e a prática da caridade.
Na sua homilia Pe Samuel falou que o tempo da quaresma “é o caminhar durante 40 dias no caminho que
percorremos todos os dias de nossa vida. Só que agora num olhar diferente.
Parar, olhar para si mesmo, olhar para as coisas que estão ao nosso redor e
redescobrir o valor e o sentido que antes nós não tivéssemos visto. É o tempo
favorável para a conversão de cada um de nós”. Enfatizou o Padre.
Logo após a homilia, o pároco abençoou as cinzas que foram
impostas em forma de cruz na fronte dos fiéis. As cinzas usadas são resultado
da queima de ramos abençoados no Domingo da Paixão do Senhor, no ano anterior.
A tradição das cinzas tem várias explicações. Segundo uma delas, os mortais vêm
do pó e a ele retornam, em sinal de humildade. E com a imposição das cinzas, o
cristão começa a se preparar para viver o Mistério Pascal: a Paixão, Morte e
Ressurreição do Senhor Jesus.
Durante
a celebração Padre Samuel informou a comunidade sobre a abertura da Campanha da
Fraternidade 2011 que tem como tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” e como
lema “A criação geme em dores de parto”. “Contribuir para a conscientização das
comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento
global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações
que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”.
Esse é o objetivo da Campanha neste ano.
CAMPANHA DA FRATERNIDADE
2011 EM RIBEIRÃO PRETO
Em
Ribeirão Preto, a Arquidiocese pretende trazer à tona assuntos como dengue e a
poluição do ar provocada pela queima da palha da cana de açúcar, que afetam
diretamente a população local. Aquecimento global e mudança climática também
estarão no centro das discussões.
Durante
o lançamento da campanha em Ribeirão Preto, o arcebispo metropolitano Dom
Joviano de Lima Júnior, SSS, disse acreditar que o primeiro passo para ocorrer a
mudança pela vida no planeta é a mobilização das pessoas, comunidades e
igrejas, para que elas possam identificar alternativas e solucionar os
problemas ambientais que têm causado problemas graves na sociedade. "Tanto
as autoridades quanto as pessoas devem fazer um pouco mais. Precisa haver
mudança de comportamento", afirmou.
O
padre Francisco Moussa, conhecido como padre Chico, disse que as paróquias da
cidade estão sempre em sintonia com a área da saúde. "Temos alertado a
população desde o início da epidemia de dengue em Ribeirão Preto. Também
deixamos cartilhas explicativas na porta das igrejas para orientar a população
sobre as precauções", afirmou.(Fonte: Jornal A
cidade)
De acordo com o coordenador da Equipe de Campanhas, padre André Luiz Massaro, no dia 8 de abril, será realizado um fórum para discutir o tema da campanha com alunos da rede pública de ensino e agentes de pastoral das comunidades paroquiais, com a presença de assessores ligados ao tema do meio ambiente. (arquidiocesrp.org.br)
De acordo com o coordenador da Equipe de Campanhas, padre André Luiz Massaro, no dia 8 de abril, será realizado um fórum para discutir o tema da campanha com alunos da rede pública de ensino e agentes de pastoral das comunidades paroquiais, com a presença de assessores ligados ao tema do meio ambiente. (arquidiocesrp.org.br)
Veja video do lançamento da campanha:
Mensagem do Arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Joviano de Lima Junior,
SSS, sobre a campanha da Fraternidade de 2011.
Salvar o planeta
A Campanha da Fraternidade deste ano focaliza a preservação do
meio ambiente, nos convocando a contribuir para a conscientização das
comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento
global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações
que visam enfrentar o problema e preservar as condições de
vida plena (objetivo geral).
Somos mobilizados a defender as fontes da vida que influenciam direta ou indiretamente na qualidade de vida do planeta que habitamos. Pensemos nas nascentes, nas matas, na degradação das cidades, na poluição do ar, na contaminação da terra por causa dos agrotóxicos...
Uma boa e duradoura conscientização só é possível quando assumida
num processo educativo permanente. Pois, “de algum modo, cada ser que habita a
terra contribui na formação e transformação do clima”, como nos lembra o Manual
da CF-2011.
O que podemos fazer para salvar a terra? A melhor estratégia é organizar grupos de debate, fórum, seminários, em que especialistas em energia com fontes limpas, em controle do solo, em uso responsável da água, em energia solar ou eólica, pudessem apresentar a questão a ser debatida pelos presentes. Certamente, artigos em nossos periódicos, os programas de rádio, muito iriam contribuir para despertar a população, suscitando responsabilidade e ação concreta, diante do desafio do aquecimento global e das mudanças climáticas.
Temos falado, recentemente, em humanização da pastoral. A humanização acontece quando os valores do Reino são assumidos: a justiça, a paz, a fraternidade, a solidariedade, a misericórdia, a bondade. Uma mudança de mentalidade, certamente, irá influencia positivamente na conquista de um espaço digno para todos morarem e relacionarem.
A CF-2011, como as demais Campanhas da Fraternidade, une fé e compromisso social. Faz com que a Quaresma seja, de fato, um tempo de conversão, porque nos abre para o amor universal.
Arcebispo de Ribeirão Preto





