FINADOS:150 MIL FAZEM HOMENAGEM AOS MORTOS EM RIBEIRÃO PRETO

Cerca de 150 mil pessoas visitaram os cemitérios de Ribeirão Preto na quarta-feira (2). Familiares e amigos levaram flores e velas para enfeitar os túmulos. O dia de Finados foi marcado por recordações, saudades e orações. O cemitério Bom Pastor foi o mais movimentado desde muito cedo. Cerva de 100 mil visitaram o cemitério nos últimos cinco dias.
No cemitério da Saudade, o túmulo mais visitado foi o do menino Zezinho. Conhecido por suas graças atendidas, não faltaram velas para homenageá-lo. Às vezes era necessária a intervenção de um balde de água para não provocar um incêndio. Já aqueles não tão conhecidos, mas especiais para alguns, também foram homenageados.
A secretaria da Saúde do Município organizou várias equipes para orientar as pessoas sob os riscos da dengue, principalmente com relação aos vazinhos que podem acumular águas das chuvas e contribuir para a proliferação do mosquito da dengue.
Fonte:Jornal A Cidade.
Veja mais na reportagem da EPTV:
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Zezinho: o menino que na década de 40 teve visão e virou santo

Devota visita o túmulo do Menino Zezinho, no último Dia de Finados
Em todo Dia de Finados, a cena se repete no Cemitério da Saudade. O túmulo de José Martins de Almeida, ou apenas Menino Zezinho, é o mais visitado no dia 2 de novembro. E, na semana que passou, não foi diferente.
Passados quase 64 anos de seu falecimento, Zezinho é tido como santo para muitos. Em seu túmulo, é possível conferir as 286 placas em agradecimento, doces, oferendas e até alguns objetos que simbolizam a graça alcançada, como aparelhos ortopédicos usados.
Zezinho nasceu em Altinópolis, em 3 de abril de 1938, e morreu em Ribeirão Preto, no dia 22 de novembro de 1947, quando tinha 9 anos.
A lenda conta que Zezinho sofria de elefantíase. Mas, segundo o registro de óbito do menino, ele sofria de nefrite crônica (inflamação dos rins).
O fato é que os detalhes elevaram a história do menino à de um santo, pelo menos, para quem tem fé no menino.
Segundo Antônia Martins de Almeida, cunhada de Zezinho, ele viveu uma infância normal até os 7 anos, quando ficou doente. Apesar de não o ter conhecido, dona Antônia viveu por 25 anos com a mãe do garoto, sua sogra, Benedita Martins de Almeida.
Visão
Depois que adoeceu, Zezinho teria tido uma visão com Santo Antônio, e então começou a benzer. "Minha sogra dizia que fazia fila em sua casa".
Segundo familiares, o menino teria até mesmo previsto a data de sua morte. Depois de morto, uma pequena árvore teria crescido sobre seu túmulo. Devotos tiravam parte da planta e faziam um chá para reforçar o pedido.
Hoje, não existe mais a planta, mas a fé no santo popular continua.
Menino poderia ser santo
A Cúria Metropolitana de Ribeirão Preto disse que o Menino Zezinho poderia se tornar santo ou beato, o problema é que ninguém iniciou um processo junto à igreja. "Não existe processo de estudo em andamento", disse o Padre Nasser Kehdy Netto, que substitui o arcebispo Dom Joviano. Segundo Nasser, para dar início ao estudo de beatificação, é preciso que uma pessoa ligada à igreja leve a questão ao bispo. "E, a cada dia, fica mais difícil, porque acabam as testemunhas oculares".
Fonte: Jornal A cidade

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